Você fechou a porta
Sem fazer barulho
Deixou no corredor
O peso do seu mundo
A cama ficou funda
O copo, pela metade
E a casa aprendeu
A sua ausência de verdade
E logo a manhã
Leva o que foi dor
Tira teu retrato
Da mesa do jantar
Os passos seguem
Como se nada mudou
Mas teu nome, aos poucos
Vai ficando pra trás
Último adeus
Último adeus
Depois, o silêncio faz seu trabalho
Último adeus
Último adeus
E o tempo apaga até o retrato
Tem gente que chora
Tem gente que some
Tem gente que jura
Que nunca te nomeia
A flor murcha na pia
O luto vira poeira
E a vida, apressada
Te troca pela feira
Na rua, no vento
No vidro, no café
Seu rosto se desfaz
Na memória de quem é
E logo a manhã
Leva o que foi dor
Tira teu retrato
Da mesa do jantar
Os passos seguem
Como se nada mudou
Mas teu nome, aos poucos
Vai ficando pra trás
Último adeus
Último adeus
Depois, o silêncio faz seu trabalho
Último adeus
Último adeus
E o tempo apaga até o retrato
Mas eu quardo a cadeira
O prato, a cicatriz
Guardo o jeito exato
Que você disse: Eu fiz
Se o mundo te esquece
Eu não deixo cair
Teu último suspiro
Ainda sabe insistir
Último adeus
Último adeus
Depois, o silêncio faz seu trabalho
Último adeus
Último adeus
E o tempo apaga até o retrato
Quando a vida encerra
O nome vira chão
Mas alguém, em segredo
Ainda diz que não
Último adeus
Último adeus