Vem
Teu cansaço ainda cabe no meu colo
Podes te aninhar
Ninguém
Tem nas mãos o amor de quando eu te consolo
Pra te resguardar
Dos medos mais antigos
Das tormentas, dos perigos
Que me acenam do horizonte do teu ser
E és cabernet sauvignon e eu um fiel sommelier
Que o amor
É uma dor cujo nome é prazer
Nos meus braços tenho mirra, ouro, incenso
Ramos de alecrim
Viver
É saber que o amor é um alfarrábio imenso
Te aprochegues, sim
E encontro de relance
Num pedaço de romance
Dois rapazes de mãos dadas no final
Se eu durmo e tu dormes, quem há de confirmar se foi real?
Deixa estar
Teu olhar guarda os tons de Chagall