Lá em Brasília, onde o tempo parou
A canetada rouba o que o povo suou
Décadas de farsa na mesma rotina
A saúde na UTI e a escola na ruína
As urnas vazias do que prometeram
Enquanto eles somem com o que receberam
Olha lá os excelentíssimos, cheios de jargão
Com a gravata cara e a propina na mão
Engravatados de plástico, com a pátria vendida
Bancando o herói com a verba desviada e caída
Gente de bem que só cuida do bolso
Vivem de emendas e deixam o povo no fosso
Só pensam em si, no próprio umbigo
Roubam o teto pra enterrar o amigo
Só pensam em você, com o veneno no copo
Usando o fiel pra subir no topo
Sorriso no palanque, facada por trás
Fazem a guerra em nome da paz
Só pensam em você
A bancada subiu no altar do perdão
Onde a fé virou voto, moeda e traição
Batem no peito, ajoelham no chão
Como santos cordeiros purificando o milhão
Usam o nome de Deus pra limpar o dinheiro
Enquanto o caráter virou um grande puteiro
Atacam a merenda com a fome da inveja
Secando o futuro de quem estuda e deseja
Ninguém estende a mão, só sabem discursar
Nesse jogo de poder pro covarde reinar
Eles puxam o tapete do trabalhador
Nesse pântano imundo de falso pastor
Sentados no culto, caçando o pecado
Mas o imposto do povo já foi desviado
Tapa nas costas do eleitor inocente
Vidas vazias de um plano urgente
Vão perder a essência, vendendo a nação
Nessa terra de gente que vive no chão
Só pensam em si, no próprio umbigo
Roubam o teto pra enterrar o amigo
Só pensam em você, com o veneno no copo
Usando o fiel pra subir no topo
Só pensam em você
Mente de rato, terno alinhado
O político rindo e o povo roubado
O progresso morreu, sobrou a ilusão
Só pensam em si
Acorda, nação