Que saudade dos fandangos
Dos tempos do Miro Matos
Com sua mala de garupa
E seu lenço maragato
Ninguém principiava a dança
Com a barriga vazia
Na espera da voz da gaita
Boia quente, boia fria
Ao adentrar num fandango
Eu sempre tiro o chapéu
Para saudar Miro Matos
Que está dançando no céu
O amanhecer na querência
Já não é mais o que era
Cada um dos CTGs
Ficou um pouco mais tapera
E as festas não viram mais
O seu mate topetudo
Nem as vaneiras botadas
Que amava acima de tudo
Nem a ingratidão da vida
Pôde roubar sua calma
Por certo se abastecia
Do povo batendo palma
Quando a saudade me bate
Ouço um bater de cancela
E chego a ver Miro Matos
Em seu rancho sem tramela