Ynãkê êh, ynãkê êh
Filha de pajé tão desprezada
Ferido o seu coração não resistiu
À dor da separação
Foi transformada em pássaro
Pediu a Tupã, proteção as cunhatãs
Para não serem abandonadas
O guerreiro que cometesse o desatino
Seria mandando ao fundo do ibiaptéra
Planta tajá, alma de índia
Desditosa e apaixonada
Imitava o canto lamentoso
Empregado em sortilégios de amor
Feiticeira de amantes traidores
Até que se cumpra a maldição
No ar, nas águas, nos montes, na selva
No ar, nas águas, nos montes, na selva
Voa juruti, voa
Tajá que canta
Voa juruti, voa
Tajá que canta
Ynãkê êh, ynãkê êh