Em uma aquarela
É onde tu se escondes
Uma arte tão bela
Me diga, qual teu nome?
A vida leva
Num sopro tão distante
No quebrar, acho a queda
O cinza é meu nome
É o céu de prata
Me sinto incompleta
Minha jornada
O luto contra a queda
É o céu de prata
Leva, leva, leva
Toda tristeza
Tão singela
Mentiras belas
A raiva me consome
Quebrando tais promessas
Me tira certa fome
Deserto leva
Quebrantando o epítome
Olhos são a janela
Ódio que te corrompe
Lhe toma, isola?
Desespero, nega?
Olha à sua volta
Ventania te cerca
Calma que brota
(Semente) cê mente em tais terras
Medo entorna
Sua esperança leva
O céu de prata
Me sinto incompleta
Minha jornada
O luto contra a queda
É o céu de prata
Leva, leva, leva
Toda tristeza
Tão singela
O descontrole nessa auto jornada
Não dá pra evitar
Quanto mais busco entender
Águas tentam me afogar
A prisão de sentimentos
E a pressão aqui não flui
Pra escapar da escuridão
Eu tive que abraçar a luz
Mas que luz?
A luz
De entender a capacidade
Aceitar a realidade
E eu não fui
Como flui?
Recuperar a tenacidade
Essa é você de verdade
Mas que luz?
Sua luz
Entender sua capacidade
Aceitar a realidade
Você flui
(Nos conduz) te conduz?
O medo não te faz covarde
Encarando sua face
É o céu de prata
Me sinto completa
Minha jornada
Eu venci a queda
É o céu de prata
Neva, neva, neva
Toda beleza
Tão singela
No céu de prata