As praças se cobrem de gritos e bandeiras
Promessas acesas em noites passageiras
Homens disputam o brilho do poder
Vendendo convicções para sobreviver
Sob luzes e aplausos, alianças se desfazem
E a fé de tanta gente vira peça da engrenagem
Mas houve quem olhasse toda essa ambição
E recusasse a coroa estendida pela mão
Entre o silêncio e o ruído da multidão
Escolheu as colinas e a solidão
Seguiu pelas estradas sem se deixar prender
Como um estrangeiro sem lugar para pertencer
Perguntas sobre impostos, decretos e poder
Recebiam respostas difíceis de esquecer
Dar ao governante aquilo que lhe cabe
Mas guardar a própria alma de toda falsidade
Porque nenhum império consegue permanecer
Nem todo cetro de ouro pode o espírito vencer
Os primeiros passos seguiram firmemente
Longe dos palácios e do aplauso da corrente
Falavam de um reino que ninguém podia ver
De algo mais alto que o homem pode oferecer
Viviam sob as leis da terra onde estavam
Mas seus corações por outro caminho caminhavam
E o tempo passou Nada mudou
Nas esquinas a mesma disputa começou
Convites dourados continuam a chamar
Promessas de glória, promessas de mandar
Mas a antiga linha permanece no chão
Invisível aos olhos, gravada no coração
Ser parte de algo que o mundo não vê
Seguir outro rumo, mesmo sem compreender
Enquanto as nações discutem quem vai vencer
Eu caminho entre elas Sem lhes pertencer
Sou estrangeiro no próprio chão
Entre bandeiras e divisão
Passo em silêncio pela multidão
Guardando intacta minha convicção