Caboclo Roceiro, das plagas do Norte
Que vives sem sorte, sem terra e sem lar
A tua desdita é tristonho que canto
Se escuto o teu pranto, me ponho a chorar
Ninguém te oferece um feliz lenitivo
És rude e cativo, não tens liberdade
A roça é teu mundo e também tua escola
Teu braço é a mola que move a cidade
De noite, tu vives na tua palhoça
De dia, na roça, de enxada na mão
Julgando que Deus é um pai vingativo
Não vês o motivo da tua opressão
Tu pensas, amigo, que a vida que levas
De dores e trevas, debaixo da cruz
E as crises constantes, quais finas e espadas
São penas mandadas por nosso Jesus