Eles riam d'Ele em praça aberta
Chamaram de louco
De blasfemo
Procuravam falha em cada gesto
Mas a resposta era um silêncio eterno
O justo em pé entre as acusações
Olhares duros
Mãos cheias de pedras
Ninguém via o amor em Seus olhos
Só queriam prova pra matar a promessa
Perguntavam Seu nome com ira
Mas não queriam escutar
Mesmo assim
Diante da mentira
Ele escolheu não se explicar
Jesus ficou em silêncio
Quando eu teria gritado
Ele se calou
Tomou para Si o julgamento
Carregou a culpa que era minha e me salvou
No silêncio do inocente
O amor gritou mais alto que a razão
Jesus ficou em silêncio
Pra dar voz ao meu perdão
Fariseus se ergueram na dúvida
Pesavam cada letra da lei
Mas não percebiam a graça
Encarnada ali diante do Rei
Buscavam motivo pra feri-lo
Uma palavra pra então condenar
Mas o Cordeiro
Manso e inteiro
Já tinha decidido se entregar
Se eu estivesse ali naquele pátio
Será que iria o defender?
Mesmo assim
Sabendo do meu fracasso
Ele escolheu morrer por mim e viver
Jesus ficou em silêncio
Quando eu teria gritado
Ele se calou
Tomou para Si o julgamento
Carregou a culpa que era minha e me salvou
No silêncio do inocente
O amor gritou mais alto que a razão
Jesus ficou em silêncio
Pra dar voz ao meu perdão
Quando o mundo me acusa
E a vergonha quer me prender (oh)
Eu me lembro daquele silêncio
E encontro coragem pra permanecer
Seus lábios calados na cruz
Abriram um caminho de luz
Hoje eu canto
Livre eu canto
Porque o justo não se defendeu por nós
Jesus ficou em silêncio
Quando eu teria gritado
Ele se calou
Tomou para Si o julgamento
Carregou a culpa que era minha e me salvou
No silêncio do inocente
O amor gritou mais alto que a razão
Jesus ficou em silêncio
Pra dar voz ao meu perdão
Pra dar voz ao meu perdão (oh)