É belo esse jardim de carpas, não?
Elas nem sabem nada, mas
Nadam com tanta calma, que
Nem atormentam a água, só
Parecem um pouco contigo
Se parar pra pensar que
Não ligam pro passado
E nem querem saber
O que vão se tornar
Também foi difícil
Chegar no seu portão
Lembro que você me atendeu
E nem demorou pra você
Vir me abraçar
Mesmo que não encontre
Toda minha essência
Nesses campos
Você talvez escreva outros finais
O santuário deixa os yokais distantes
Mesmo que o meu sangue
Manche para sempre os seus prantos
Você com ele escreva outros finais
O santuário deixa os meus iguais distantes
Meu machado velho ainda corta
Aço que em pele me envolta
Seus pecados cravam em teu nome
Tua culpa come tua carne
Amaldiçoado eu sigo
Ainda que isso signifique
Brigar mais comigo
Não tem minha proteção
Por algum resquício
É os que os demais te ceifariam
E isso não faz meu estilo
Mesmo assim, ainda sim
Mesmo que se esconda
Atrás de meias palavras de novo
Eu ainda vou estar a te assombrar
Você nunca vai se perdoar
Mas eu vou
Mesmo que não encontre
Toda minha essência
Nesses campos
Você talvez escreva outros finais
O santuário deixa os yokais distantes
E mesmo que o meu sangue
Manche para sempre os seus prantos
Você com ele escreva outros finais
O santuário deixa os meus iguais distantes