Te ouve quando sai, só besteira
Te vê além da pose de vitrine
Te entende na desculpa malfeita
E ainda fica vendo o mesmo filme
Te protege enquanto você se afunda
Te sustenta no gosto de estragar
Te consola depois da mesma queda
Tropêço velho que você quer disfarçar
Você repete com outro nome
Mesma falha, outro uniforme
Erra de novo, de novo, de novo
Promete não muda, só troca o contorno
Erra de novo, de novo, de novo
Cê gira no mesmo e acha que é novo
Sem Deus
Sem Deus
Te espera enquanto você se esconde
Te chama, você finge não ouvir
Te aguenta no auge da contradição
Bate no peito, mas tenta fugir
Quando a máscara começa a ceder
E nem você sustenta a versão
É ele que ainda permanece
Enquanto o resto solta a mão
Erra de novo, de novo, de novo
Promete não muda, só troca o contorno
Erra de novo, de novo, de novo
Cê gira no mesmo e acha que é novo
Sem Deus
Sem Deus
Sem Deus