Um dia
Eu serei feliz
Um um
Um dia
Um um
Um dia
Um dia
Como vou amar direito cheio de dor no peito
Por sobrevivência tive que conservar o medo
Eu gozei com a culpa, conduta do amor arremedo
Eu pedi desculpas por vergonha de mim mesmo
Mas de força de vontade eu tenho um templo cheio
Amor me invade, a tristeza da receio
Broxe com a verdade, já que mente pra si mesmo
Sua ilusão despende todo seu discernimento
Tudo é energia, não se apegue ao terreno
Mas viva lá vida concomitantemente você se desprende
Controle sua mente
Estude o todo
Tem estado presente?
Gente que não sente
O agora na alma
Por fora da jaula
Cê olha por que lente?
Atento ao que falta
Ao que sobra
Ao que excede
Se vivesse ou se visse
Da minha pele, ou se viesse
Da minha cede
Entenderia minha sede
Se ouvisse o que dizia
O travesseiro
Desistia de tentar
Enganar as paredes
De tentar arrumar um jeito
Pra ver se passa esse tempo
De entender que o corpo é templo
E num tá cuidando direito
E essa dor do lado esquerdo
Esse amargar da alma
Esse aperto, essa angústia
Essa busca pela calma
Que contra o desespero
É a única que salva
Pra voar com as borboletas
Ser amigo das largatas
Alguém de mais uma palavra
Alguém de mais de uma palavra
Além do jardim da minha casa
Ali, a liberdade almoçava
Fazendo horário
Na empresa da vida
Pense na sobremesa
Peça um açaí
Não pede pra sair
Tô tentando fugir
Do mau que me assolava
Tô tentando lembrar do som que me acalmava
Do barulho do mar
Por onde eu velejava
Até chegar aqui
Esse aperto, essa angústia
Essa busca pela calma
Até chegar aqui
Um dia eu serei feliz